sábado, 24 de setembro de 2016

Eu e minha mania de insistir

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Se você ao menos soubesse a raiva que sinto de mim por ainda pensar em você. Ah se naquele maldito dia eu não tivesse perguntado teu nome. Ah, quem dera soubéssemos o que iria nos acontecer no tempo chamado depois.

Você foi a história mais insana que já me ocorreu.  A mais doida e confusa. A mais legal e estranha. Desde o antes, o durante e o depois.Talvez só para mim, sei disso. Meses depois e ainda estou te escrevendo. Gosto de não me arrepender de nada que decido fazer. Mas diante as circunstâncias, eu deveria ter mesmo repensado sobre ter ido atrás de ti. Deveria.

Acho que muita coisa é aceitável após um tempo. Afinal, aceitamos o não de vez, aceitamos ficar longe, mesmo sendo por não ter opção, e até nos acostumamos . Mas então chega a fase de outra estar aonde você estava, e isso, isso é mais difícil.

Parece que por saber como as coisas foram, sei o que está acontecendo agora. As conversas até então sem intenções. A proximidade com os amigos. Estou na platéia assistindo e é uma fase que esperava não acontecer tão cedo. Óbvio que ia acontecer, mas não posso me obrigar a não sentir nada quanto a isso.

Se for basear minha vida, sei exatamente aonde isso vai dar. Vamos ver se minha razão ganha mais uma vez. As vezes queria nem saber quem você é. Parecia mais fácil antes. Mas eu e minha mania de ir atrás, de insistir, de querer.

Lola

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Medo de me lerem?

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Ultimamente estou entre a decisão importante de deixar ou apagar os posts que escrevo baseado em fatos reais. Não que leiam isso, acho que não são tão interessantes. Mas ao mesmo tempo que gosto de escrever, acho que algumas coisas deveriam ficar só pra mim, claro que ainda tem muitas, coloco algumas que acho mais legais, ou sentimentais, aqui. Mas e se nem essas estivessem...

Um amigo meu quase me mata toda vez que falo em apagar posts já publicados. Ele diz que tenho que ter coragem pra deixar o que publiquei. Diz coisas como: "tu tem medo que as pessoas vejam o que você escreveu, que palhaçada ter vergonha dos sentimentos. Se você não quer que saibam coisas de você, igual a mim, então não escreve elas, porra! Mas se deixou publico, então se orgulhe e não se esconda."

Concordo com isso. Ele sempre diz também que se não quero que as pessoas vejam, devo mudar a linha de raciocino na qual escrevo e mudar o foco tão pessoal. Acho que a pegada é a mesma que mantinha no inicio, escrevia só para mim. Por tal, tão diário. Poderia apenas mudar e não apagar, mas parece que ainda fica muito exposto. 

Fico pensando o que as pessoas que estão nas histórias do post pensariam. Não somente aqui, mas nos grandes sites ou livros. Não sei se é assim, mas acredito que sempre que tem sentimento, o texto é escrito pensando em alguém, a não ser que seja muito ficcional. Não é que tenha vergonha do que escrevo, tenho do que demostro neles. Será que é tão ridículo assim?

A minha ideia é fazer disso um personagem, mas acho que nem sempre funciona tão bem. 

Lola.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Só por teimosia

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Você me falou uma vez que existiam duas formas de um garoto demostrar para uma garota que gosta dela. A primeira era falar com ela quando ficasse bêbado. E a segunda era pausar um jogo para falar com ela. Você fez as duas. Sempre fazia.

Não quero dizer com esse texto que você gostava de fato, talvez não era isso mesmo no final. Mas que de alguma forma foi importante e legal passar por isso contigo. E com certeza eu nunca vou esquecer. Sempre que me recordo das vezes que você me mandava áudio ou escrevia entusiasmado fico rindo, era engraçado e não sei, de alguma forma as coisas mais simples ainda me trazem um sorriso largo e bobo.

Não quero dizer que eu esteja apaixonada por você. Só que apesar das coisas terem um fim, as coisas que cultivamos se tornam especiais e marcantes. E não vejo um porque não guarda-las na memória. Me lembro bem do seu áudio cantando a música oração, da banda mais bonita da cidade. Tem quem brigue comigo por ainda lembrar disso, acho que as pessoas parecem sentir pena, ou se sentirem incomodadas por eu não sentir raiva.

Eu não sei. Só sei que sentimentos ruins são coisas ruins, de fato, que muita gente guarda. Eu nunca tive motivo para nutrir nenhum deles, e vou manter minhas memória das coisas boas aqui, escrevendo. Pra você, mas principalmente pra mim. Só por teimosia, sim, por ser teimosa em não querer deixar de lado boas recordações. 

Talvez nós não sejamos um casal de emos apaixonadinhos. Mas com toda certeza você não vai sair da minha memória, mesmo que saia das lembranças recentes por motivo chamado tempo. Não é sempre que a gente encontra alguém que faz bem assim, e não me importa se isso é recíproco, logo eu, a garota da reciprocidade. Eu sinto isso, e que seja. No final você acaba sempre me trazendo o sorriso largo e bobo. A teimosia nesse sentido me faz bem. 

*texto antigo, salvo em rascunho por medo de publicação. 

Sua Lola.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Tag Netflix

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Essa tag foi quase obrigação responder, eu sou a doida das séries, totalmente viciada. Meus amigos bem sabem, dizem que não tenho vida social - o que é exagero, tento conciliar bem -. Mas sou do tipo que vive uma série, se apaixona por personagens e sofre junto com a trama, daquelas que sente saudades das que acabaram, fica ansiosa pelas atuais que vão lançar nova temporada e já tem lista para as novas que pretende começar. Nada mais justo que responder uma tag sobre, não é? Acompanhe abaixo, querido leitor. 

É muito difícil - quase impossível -, conseguir responder isso somente com uma, para facilitar seria bom ter classificação por gênero, mas vamos seguir as regras. 

Qual é a sua série favorita de todos os tempos? 

Sons of Anarchy. Essa série é incrivelmente espetacular, acho que foi umas das melhores indicações que já recebi, e olha que não achei que fosse gostar tanto. Quer uma série que tem muito acontecimentos, aventura, e ação. Sons é a pedida certa, o grupo de motociclistas mais incrível de todos os tempos, além de contar com o protagonista mais lindo da vida.  

Qual é seu personagem favorito de todos os tempos?

Chloe Sullivan. Mal consigo escolher um, todas as séries que alguém que sou in love. Então optei pela primeira série que assisti certinho e por completo, não queria escolher nenhum protagonista, então a Chloe é perfeita para decisão final.

Cite uma série que você viciou.

Grimm. Foi uma série que não apostava em nada, comecei quando estava esperando a nova temporada de Arrow - escolha aleatória -, e certeira, porque olha. Uma das melhores das que acompanho. 

Cite um personagem que você tem algo em comum.

Robin Scherbatsky. Acho que a escolha tem que ser baseada em persoagem mais real, e séries de comédia são as melhores para esse fim. A Robin é a que tem mais coisinhas parecidas, mesmo estando longe (longe) de ser igual, mas baseio muito vida pessoal dela, como medos e por ser determinada. 

Cite uma série que todo mundo gostou (ou gosta) e você não.

The walking dead. Gosto muito de indicações e é muito provável que assistirei caso alguém indique. Mas essa, mesmo ouvindo falar super bem não tenho vontade. Interesse zero.

Qual é sua série favorita dos últimos tempos?

Stranger Things. Para não repetir, mas com certeza o pódio é disputado por ela, sons e Grimm. Mas falando em Stranger, outra que assisti por indicação, sabe aquela coisa de ouvir muita gente falando sobre, curiosidade bateu. E olha, muito boa. Que primeira temporada essa viu. 

Cite uma protagonista que você não gosta mas curte a série

Oliver Quinn. Não é que eu não goste, bem pelo contrário, o Oliver é amor demais. Mas ele é um pouco enrolado demais nas decisões, isso me deixa muito agoniada. Então de todos que já vi todos as temporadas até hoje, é a escolha no momento. Caso mude, altero. 

Você assiste (assistia) alguma série brasileira?

Oh yeah! Se tem uma coisa que a Rede Globo ta mandando bem é nas séries. O que não foi Verdades Secretas, mesmo não assistindo assumidamente, foi ótima. E agora com Justiça? Brasil, ta demais. E as antigas, como Toma lá da cá, A grande família, que já acabaram, mas foram bem legais. 

Qual série você indica para todo mundo?

Grimm e agora Sons também. 

Qual série tem melhor figurino?

Sons. Pelo estilo com as jaquetas, rs.

Qual a última que assistiu?

Sons, ontem. To no final da temporada, não dá para dar pausa. 

Já ficou triste com o final de alguma série?

Sim, quando terminei Friends. Eles se separam :(

Qual personagem gostaria de ser?

Adalind, de Grimm.

Qual série tem vontade de assistir?

House of Cards, Breaking Bad, Narcos, Demolidor, Sense8, American Horror Story, Prison Break...

Pense em alguém, diga o nome da pessoa e pense numa série que gostam em comum.

Jéssica e Rodrigo (trabalho): Stranger Things. 


Sua Lola.

*A Tag foi uma junção da Tag Netflix e Viciado em séries.






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Traição com quem?


São 6h da manhã, os sons dos carros em baixo do prédio ecoam fortemente pelo quarto, alto de mais para seu sono leve. Como de costume se levanta e o deixa dormir mais um pouco, veste sua calcinha de porquinhos e uma camiseta antiga dele, de quando se conheceram há muito tempo. Corre para a cozinha ainda descalça, sempre foi uma “menina moleca”, um chão frio não mata ninguém, certo? Começa a preparar o café da manhã, é péssima cozinheira, mas aprendeu a fazer panquecas por ser o prato preferido dele, apenas para agradar. 

Ao longe enquanto as panquecas ainda estão assando, no banheiro do quarto ouve o barulho do chuveiro ligar, ele já levantou e foi se arrumar. Suco, panquecas, tudo feito com a maior dedicação para ele, em uma bandeja leva para o quarto e a deixa na cama, invade o banheiro. Com olhar penetrante suplica para mais uma foda antes dele partir, 10 minutos é tudo que ele pode dar a ela, entre arranhões e gemidos seu corpo implora por mais, ainda não foi o suficiente. 

Seus 10 minutos acabaram, ele satisfeito volta a se arrumar, ignora a bandeja e diz que esta atrasado demais para o trabalho. Parte em direção a porta, antes de sair ela ainda o puxa mais uma vez para um beijo caloroso, diz eu te amo e ele responde o mesmo, mas seus olhos dizem o contrario. A porta se fecha e mais um dia sozinha em seu apartamento, corre para a janela do quarto e o vê saindo do prédio, entrando em um loja de flores e saindo com um buque, ao entrar no seu carro de luxo uma lagrima escorre em seu rosto solitário. Essa noite ela passara sozinha, hoje ele não voltará, hoje ele vai para sua própria casa sua esposa o espera.

Holmes

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Me ame ao menos uma vez. Pode ser?

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Início do ano letivo de 2005, 4º série (naquela época não tinha isso de anos, tudo era série), eu conheci meu primeiro amor. Ela era linda, mais alta que eu uns 10cm/15cm, nesse tempo as garotas sempre são mais altas que os garotos, tinha o cabelo moreno e olhos levemente puxados, seu nome era Fernanda, como esperado ela não me dava a menor bola. 

Eu não teria chances, ela era a garota da sala e eu o novato desconhecido, mas fui apaixonado por ela até a 7º série, incondicionalmente. No meio desse período ficamos amigos, brigamos muito, paramos de nos falar seriamente durante 5 meses (da sexta para sétima série). Lembro como se fosse hoje quando o professor de matemática nos tirou de sala e disse que iria fazer o mapeamento, 1 por 1 nossos colegas foram entrando na sala, ficou somente Fernanda e eu do lado de fora e duas cadeiras vazias (uma atrás da outra exatamente) ambos olhamos para o professor e falamos: EU NÃO SENTO PERTO DELE  (A). 

Ele sabia que eu era apaixonado por ela, mesmo estando com raiva incrível, ele nos forçou a sentar, e todo dia tínhamos que nos cumprimentar com um singelo "Bom dia", era algo torturante para um garoto de 12 anos com coração quebrado, apesar da raiva o professor estava certo no final e voltamos a ficar amigos, inseparáveis, um ao lado do outro sempre, ganhamos o título de casal da escola (mesmo não sendo um). 

Uma semana antes de acabar o ano a Fernanda veio falar comigo triste, dizendo que mudaria de escola e aquele seria o último ano dela. Fiquei completamente arrasado, meu primeiro e único amor ia embora, a minha melhor amiga não estaria ali para me apoiar como sempre. Então falei que no último dia precisava fazer um pedido para ela, ela sorriu alegre (ama surpresas), então comprei uma caixa de bombons e implorei para minha mãe me permitir ir de tênis branco para escola (o único quê eu tinha, eu amo tênis branco e minha mãe sempre reclamava de usar pois suja muito). Quando cheguei na escola ela estava lá sentada no banco de sempre, então entreguei a caixa e comemos juntos - eu já era da altura dela naquele momento -, passamos o dia juntos, quando era 11:50 eu ia me declarar, nesse mesmo momento ela me abraçou e disse: "Eu te amo, como um irmão que nunca tive." 

Foi como descartar um pente de dez balas nas minhas costas. Eu a beijei na testa e falei a primeira coisa que veio a minha cabeça: "o que eu tinha para falar é, não esqueça de mim na católica" (era a escola que ela ia se transferir, por ironia do destino estou me formando na escola que odiei um dia), virei minhas costas e fui para o carro. Naquele 1 de Dezembro de 2008 eu disse adeus para a garota que me ensinou a gostar de chocolate (algo que eu odiava), que após quatro anos estudando com ela finalmente ela tinha aceitado ser meu par na festa junina, a menina que juntos conquistamos o prêmio para a sala de "Garoto e Garota Juninos". 

A primeira menina que me disse na vida "Eu te amo" e que quando cheguei em casa me sentia o Batman, eu virei as costas para tudo que me fez feliz durante quatro anos, e quando ela me procurou no MSN eu disse que nunca mais iria querer vê-la e que sumisse da minha vida, que ser amigo dela aquele ano foi a pior decisão da minha vida. 

Como um menino eu fiz uma das maiores cagadas da minha vida e até hoje colho os frutos dela. Ainda vejo a Fernanda nos corredores da faculdade, nos cumprimentamos, mas eu sempre me pergunto como seria se eu não tivesse sido um babaca. Não sei e nunca vou saber. É por isso que hoje eu sempre penso duas vezes nos meus atos, porque como diz Willian Shakespeare: "Um dia você aprende que pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto de sua vida".

Holmes

Ainda posso escrever.

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Eu prometi que ia evitar falar de você, prometi para mim e fiz a promessa com alguns amigos próximos, mas eu ainda posso escrever. Hoje acordei com o coração apertado, não sei dizer o nome disso, talvez seja saudade, seja falta, seja lembrança por te visto ontem. Talvez seja de tudo um pouco. Eu só sei que sinto.

Se eu não te visse quase todos os dias a vida seria mais fácil, mas eu também gosto de te ver. Uma amiga sempre fala como eu gosto de ser trouxa, mas a coisa na minha cabeça é prática, eu não posso estar contigo, to tentando com todas as forças ignorar isso, não ir atrás, porque eu sei que é inútil, to tentando respeitar teu espaço - apesar de estar quase sempre perto dos teus amigos -, to guardando para mim tudo que queria falar para você, to segurando toda vontade de estar contigo, o máximo e única coisa que posso fazer é escrever.

Eu não sei qual o nível de apego ou burrice isso é, mas até hoje não consegui apagar a pasta com algumas fotos nossas e suas imagens com textos. Simplesmente não consigo. Evito entrar nas fotos para nem olhar, mas sei que está ali. Me traz lembrança demais. Antes fosse só isso, por onde ando lembro de algo. Maldito fantasma.

"É normal sentir falta no inicio". Essa frase... não vou contar contexto, mas essa frase. Acho que esse é mais um texto inútil e pessoal, ninguém vai entender, você não vai ler, quem ler e conhecer a história vai me chamar de burra ou algo pior. Eu só queria escrever para você, mesmo que você nunca leia. Queria poder te dizer o quanto sinto falta, que teu jeito faz falta. 

Sinto falta de quando comentava do meu esmalte, ou sempre falava do meu perfume, de quando sempre arrumava meu relógio, ou de como ficava sem graça quando eu ficava te olhando nos olhos. Ou das nossas conversas e como tínhamos coisas em comum. Ah, e dos passeios pela universidade. Eu sei, devia fazer um esforço maior para esquecer, devia. 

Não é amor, eu sei. Não é algo mais legal que isso, sei também. Eu não sei o que é, só queria que... é, eu queria ta ai. Fim.
Lola.