E se você saísse da minha cabeça como saiu da minha vida?


Incrível como quase um mês e meio e ainda tem um pouco de você aqui. Um mês foi completamente sem te ver, mas parece não ter feito diferença. Já curti um famoso porre do esquecimento e da dor de cotovelo, já fiquei com outros caras, já resolvi as coisas contigo, ouvi conselhos e mais conselhos como te esquecer, seguir a vida e deixar de ser trouxa. Mas aonde você está agora? nos meus pensamentos, lembranças e textos. Ah, sem falar das minhas músicas. 

Ainda fico rindo das coisas que você me falava, pensando nos livros e séries que me indicava, no plano que tínhamos de ir ao templo budista ou até na próxima vez que íamos ao cinema, mesmo você não gostando, mas no final escolhíamos filmes que os dois gostavam. Fico lembrando das suas lições de vida, como tomar banho na água fria. Eu nem cheguei a conhecer teus pai, mas falávamos tanto que ainda penso até como os chamava. 

Parece que fugir completamente eu não vou conseguir, né? afinal, te encontro quase todos os dias na faculdade, temos alguns mesmos amigos lá e eu ainda tinha que ter conhecidos todos os teus. Ainda tenho de lidar com perguntas sobre nós de gente que ainda não sabe do desfecho. Dias desses até o tio da lanchonete perguntou se eu não sentaria contigo. 

Foram dois meses mais o tempo de amizade que antecederam a eles, e bem, você pode nem ter lembranças ou tampouco sentir falta, mas essa sou eu, apegada a detalhes, coisas que tínhamos que era bom. Mas cara, porque você não sai do mesmo jeito que entrou? eu fiz você entrar, queria poder fazer sair fácil assim. Sabe que hoje estou usando o colar que você meu deu? era exatamente o que eu queria, quando você me deu foi além do símbolo que tanto gosto, fiquei encantada pelo cuidado de lembrar e bem, ele está aqui no meu peito, parece impossível esquecer que você existe. Podia ser mais simples que isso, porque você só não sai da minha cabeça como saiu da minha vida?


Lola.

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