É difícil deixar ir, quando você quer que fique


É difícil desapegar, quando se está com alguém que você convive, quando do conhecer surge uma amizade e disso uma relação, mesmo que não formalizada, mas uma relação. Você se acostuma a outra pessoa, sabe pouco sobre os gostos, rotina, tem gostos em comum, participa da vida do outro. 

Quando se está o mais próximo possível de uma relação onde a proximidade e intensidade cria laços de afetos e desapegar dói, é como querer segurar com muita força algo que tem que ir porque o outro não quer, é quase como o ditado diz "dar murro em ponta de faca", é querer insistir com todas as forças por sentir tão forte, ter que renegar seus sentimentos, fingir que eles se foram, ignorar a saudade que aperta, a dor sentimental se torna quase física.

Perguntei esses dias no Twitter se sentimento é físico ou psicológico, porque pra disfarçar você tem que sentir, mas a dor faz como? Não faz. Deixar ir dói, porque por mais razão que a vida tenha em te obrigar a fazer isso pra melhorar depois, não é tarefa fácil, afinal não aceitar é sofrer, mas desapego é difícil, dolorido, complicado e continuar querendo nesse processo é ainda mais.


Desapaixonar é quase tão bom quanto se apaixonar, porque você sabe que depois dessa barreira terá águas tranquilas, sinto falta dessa paz solitária e estou dividida também entre essa saudade de quando era bom estar apaixonada junto, mas desapaixonar é preciso em casos assim.


Tem uma frase que antes eu usava achando que sabia muito bem como era, é aquela de achar que uma experiência e você está pronto pra outra, ela diz: "coração de vidro, ora quebra ora corta.", mas não é bem assim na prática, quando você acha que será mas na verdade ele está remendado e nessa próxima quebra só despedaça mais, burrice achar que quedas anteriores a farão cair firme, balela! 

A verdade é que a cada quebra os pedaços ficam mais frágeis e quebradiços, com medo de mal se recuperar e aguentar por outra. 

Lola

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