O buquê no metrô



Já era tarde, voltando do trabalho lembra de todos os seus erros na noite passada, a desconfiança, a raiva, o medo e acima de tudo o pré-julgamento. A briga durou mais tempo do que ambos imaginaram, alguns tapas à mais do que previam.

Como uma enxurrada de lembranças ele é atacado enquanto olha seu reflexo abatido no vidro do metrô. Relembrar todos aqueles 2 anos de namoro, tudo que viveram anteriormente, do dia do primeiro beijo, das conversas engraçadas no whatsapp, da primeira vez que ficaram sozinhos dentro do carro vendo a chuva cair no vidro apreciando aquela tensão no ar ate ela se jogar em cima dele. Dos pequenos e breves momentos de caretas que um fazia para o outro no ônibus, ouvir musica dividindo o mesmo fone de ouvido no metrô, e como não relembrar a primeira vez? e depois de cansados ouvir as 3 mais lindas palavras que se pode ouvir, um simples e singelo: Eu te amo. 

Tudo aquilo ignorado no calor do momento, por uma mensagem recebida no celular dela, nada de mais, apenas um "Ta ocupada?" foi o bastante para tira-lo do serio. "Que tolo" repetia a se mesmo, alto o bastante para as pessoas ao seu lado ouvirem e como uma calmaria resolveu pedir suas desculpas, foi assim que ele parou no metrô com um buquê de rosas vermelhas, as preferidas dela. Já não se contia mais, era uma surpresa de pedidos de desculpas a distancia para chegar na casa dela e sentir o calor do abraço, o doce dos beijos parecia ficar maior a cada instante ate o momento que se depara com o portão de sua casa.

Quase como um maluco descontrolado pula o muro, e entra de mansinho, escuta a tv ligada no clássico canal que ela sempre o obrigava a ver junto. Adentra a sala e parte para o quarto dela, todas as lembranças naquele corredor, os risos na sala de estar, as receitas feitas na cozinhas tudo de uma vez, despertam o sorriso no rosto de quem só quer amar. 

Amar, ate adentrar no quarto e ver sua namorada na cama com o rapaz da mensagem. "Ta ocupada?" era a unica frase que rodava a sua mente, como um sino de igreja badalando na hora da missa, não havia explicação ou um simples "perdão". Voltando ao metrô com seu buquê de rosas vermelhas na mão, relembrando a cena de sua namorada, gritando com ele para perdoar, que aquilo era recente, que não queria machuca-lo, repete a si mesmo "Que tolo" alto o bastante para as pessoas ao seu lado ouvirem.

Holmes

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