E você ALSASIR?


O avistou de repente, ao longe olha sua maneira estranha de portar, conversando com os amigos de sempre, rindo, batendo, em silêncio em poucas vezes. Tinha por volta de 1,81m, barba grande de mais para uma forma convencional, magro porém a combinação que lhe agradava. Começaram a conversar de uma forma diferente, mas sincera e divertida como nunca antes feita com alguém de sexo diferente.

Se aproximou dos amigos dele como uma esperança, estranha, de “segura-lo” para si. Divertida percebeu que não era tão difícil, os amigos eram mais simples de conquistar, que montar um quebra-cabeça de crianças de 5 anos, e assim foi com seu jeito moleca conquistando ele pouco a pouco. Se apaixonou como nunca antes, acreditou e confiou em palavras ditas em vão, como mais um relacionamento normal e humano o prazo de validade cessou, venceu, acabou e somente solidão ficou.

Continuou a admirar algo que não lhe pertencia, ao canto vendo-o de longe, conversando com os amigos de sempre, sofria sozinha pelo orgulho besta de achar que poderia ser “fria”, por tentar parecer alguém que jamais conseguira ser na vida. Não era para ela aquele papel, tentava se adaptar mesmo não sendo, achava que imitar o amigo implicante e frio dela, seria o suficiente. Aprendeu da pior forma que aquele fardo ela não poderia suportar, 6 meses para aprender a aceitar.

Hoje o vê passando, escreve textos, não sente nada demais e apenas mais um amigo no corredor da faculdade, os amigos dele ela ainda mantêm, com um deles mais contado do que outros. Tenta interpretar um novo papel, o que ela sempre tinha que ter feito, a moça amável e super apaixonada por carinho, ainda difícil de aceitar opiniões alheias, porém um pouco mais madura que antes.

Holmes

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