Espetáculos reais


Já pensou se a vida fosse como cenas de um filme? as vezes imaginava muito isso, como poderia ser suas manias sendo assistidas pelo público, como quando pega um livro novo e a primeira coisa que faz é ler o resumo na parte de trás e os agradecimentos do autor, quase como que um ritual. Ou quando resolve reler seu diário e fica rindo relembrando suas histórias. Quando se emociona vendo um vídeo que fale sobre sonhos ou assisti vários vídeos de receita, mesmo não sabendo cozinhar nada. Ou ainda quando limpa a casa, e a vassoura se torna seu microfone e canta se sentindo uma pop star. 

As vezes as peculiaridades de uma pessoa parecem tão atraentes, como grandes detalhes que passam desapercebidos nas confusões gerais das relações, encontros e convivências. É como se uma mania fizesse especial, como se algo que poucas pessoas reparam, ou dão importância, fosse o foco para outra. Como o que chamou a atenção da Amélie, no filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", seu, até então, futuro namorado, que colecionava um álbum de fotos 3 x 4 de desconhecidos. Mania esta que a fez se interessar inicialmente por ele, um detalhe talvez não perceptível a todos. Um detalhe, possivelmente, não admirável para a maioria. 

Na realidade, claramente e obviamente, são os espetáculos cinematográficos que são baseados na vida real. Mas, de forma subjetiva, vida gira em torno de grandes cenas, com tragédias, amores, felicidades e dificuldades. Aqueles acontecimentos que mal podemos acreditar, aquela coisa de filme, como costumamos dizer. Isso acaba fazendo cada pessoa um certo personagem, de certa forma deles, o ator principal do espetáculo. Como quando você conheceu alguém especial, por exemplo, relembrar histórias faz realmente parecer um filme. 

Mesmo, as vezes, que não tão incrível, nada de grandes produções, talvez um encontro simples no café, parque, metrô. Uma conversa tímida que se repetiram, um contato maior com o tempo e as coisas se encaminharam. Nem só de grandes produções vive o cinema. Nem só de grandes história como Rosie e Jack, talvez podemos ter algo mais tranquilo, diria, como Mary e Tim. Ou até em se tratando de amizade, talvez você tenha uma história real, algo que viveu com suas melhores amigos, aquele passeio, um tarde divertida, uma viagem, ou um ritual, como a caixa de lembranças das meninas de Crossroads: Amigas para Sempre.

A vida como grande palco, onde as cenas não pedem ensaios, como uma roda viva. Reparava como as coisas aconteciam, como gostava tanto das manias das pessoas que as vezes mal as próprias davam crédito. Observava os acontecimentos, como se um dia a vida fosse estrear realmente nas produções de Hollywood, nos filmes de Nicholas Sparks. De forma ilusória, só para dar enfoque em como a vida acontecia. 

Com amor, Lola

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