O amor que se espera

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Sempre tão otimista, de uma alegria incomum, até a aparência revelava sua essência singela, assim ela o planejamento para o novo corte de cabelo, transparecer sua paz interior. Cabelo ao ombro, castanhos e levemente ondulado, uma argola na orelha, dourada sempre, hidrante labial lhe bastante na maioria dos momentos, o jeans que tomavam de conta do seu guarda roupa, e um tênis, estilo básico, era o que lhe diziam. Ela amava assim. O iPad tocava o último álbum da Mallu Magalhães, um álbum de cada vez, odiava música aleatória.

Pensava na frase que havia lido na parede do muro em uma rua perto de sua casa há cerca de 3 dias atrás: "Pare de se maltratar tanto, as coisas, as vezes não são para acontecer naquele momento, e ta tudo bem.". A frase lhe ajudava a fazer alusão a detalhes da sua vida, a fazia montar uma retrospectiva com as memórias, que se aglomerava a pesos de sentimentos, alguns mortos, outros vivos. Mas a cima de tudo a fazia refletir. 

Costumava contata sua mãe sempre, mantinha uma amizade com ela, melhor pessoa não tinha, era a que a conheceria, era a melhor escolha. Mas aquele dia resolveu só pensar, poderia escrever depois, mas no máximo ela pensaria sobre o que a frase a fazia tentar fazer. Era deixar ir, era desapegar, não o desapego que pregam por ai, não desses que fazem com que as pessoas se desprendam sentimentalmente e se enrolem com friezas, não os que ensinam isso, mas daquele que você se deixa descansar,  que deixa ir porque se for pra ser seu, será, ora ou outra.

Na bolsa da jaqueta estava a moeda, a que ele havia dado a ela no segundo encontro, era um moeda antiga, ficara feliz por ter mais uma para sua coleção, mas aquela em especial nunca se juntou as outras, estava sempre em seu bolso, ou na sua mochila, como amuleto, mas que não trazia sorte, e sim recordações. Alguns minutos com ela na mão, a tensão do momento se amenizava por estar sozinha, podia pensar sem opinião de ninguém sobre qualquer assunto. Decidiu por fim guarda-la novamente, não tinha um porque se desfazer daquilo, as coisas boas valiam a pena serem guardadas. 

Naquele fim de tarde a única coisa que fez foi pensar, nada de muito extraordinário aconteceria, acho que faz parte de buscar paz interior em certos aspectos da vida que dependem só dela... 


Lola

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